O design de interiores vive um momento de transição: casas mais inteligentes, acolhedoras e fáceis de manter, sem abrir mão de estética e responsabilidade ambiental.
A seguir, reunimos as principais tendências que devem guiar projetos residenciais e corporativos no próximo ano, do uso de materiais de baixo impacto a soluções inteligentes de conforto térmico e acústico, passando por cores, texturas e ergonomia.
1) Paleta de cores: calor discreto e contraste terroso
As paletas frias cedem espaço a tons quentes e naturais: argila, terracota, tabaco, areia, verde oliva e azul profundo.
O objetivo é criar atmosferas acolhedoras que funcionem de dia e à noite, sob luz natural ou artificial.
Para um resultado coerente, trabalhe monocromias quentes (variações de um mesmo tom) e ouse no contraste apenas em detalhes — uma poltrona em veludo ferrugem, um tapete com desenhos orgânicos, quadros de linhas fluidas.
Quando falamos de eficiência e acabamento, vale planejar paletas sob medida com apoio de parceiros como BH tintas, que facilitam testes de amostras, variações de brilho e resistência.
2) Materiais sustentáveis e honestidade de texturas
A estética “material-first” permanece forte. Madeiras certificadas, MDFs de baixa emissão, pedras reconstituídas, cerâmicas artesanais e metais com pátina natural ganham protagonismo.
O truque é mostrar o material como ele é, sem disfarces: veios aparentes, porosidade controlada, acabamentos à base d’água.
O resultado é um visual mais sensorial e durável, menos tendência passageira, mais identidade.
3) Biophilic design 2.0: natureza integrada, não decorativa
A presença de plantas e luz natural evolui para uma integração funcional da natureza na arquitetura de interiores.
Pense em brises de madeira, jardins de baixa manutenção e aberturas generosas que ampliem o tempo de luz difusa.
Use texturas orgânicas (linho, sisal, juta) e superfícies minerais (cal, microcimento) para reforçar a sensação tátil. A meta é reduzir estresse, melhorar foco e qualidade do ar.
4) Mobiliário modular, leve e multifuncional
A casa contemporânea muda ao longo do dia; por isso, o mobiliário acompanha. Crescem sofás modulares, mesas rebatíveis, puffs-baú, estantes com trilhos e carrinhos utilitários.
A ergonomia é mandatória: assentos com boa profundidade, mesas na altura correta para trabalho e jantar, e cadeiras com apoio lombar.
O desenho tende ao “soft minimal”: volumes simples, cantos arredondados e estofados macios.
5) Iluminação em camadas e cenas automáticas
A boa iluminação combina camadas: geral (difusa), tarefas (direcionada) e destaque (focal). Perfis de LED embutidos, abajures com cúpula translúcida e trilhos magnéticos permitem cenários programáveis: leitura, jantar, cinema, foco.
A temperatura de cor fica entre 2700K e 3000K nas áreas de estar (calor de casa) e 4000K em cozinhas/escritórios (atenção e precisão).
6) Cozinhas “living”: integração, limpeza fácil e bancadas resistentes
As cozinhas continuam se integrando à sala, mas sem abrir mão de funcionalidade profissional. Tendem a bancadas em quartzo/porcelanato técnico, frontões altos, boiserie de marcenaria para esconder eletros e torneiras com spray.
Armários mais altos e gavetas internas ampliam a organização. Piso? Porcelanatos antiderrapantes e vinílicos de alto tráfego com aparência de madeira fazem sucesso.
7) Banheiros tipo spa: conforto térmico, cromoterapia e texturas
O banheiro vira refúgio sensorial: duchas com vazão controlada, chuveiros de teto, nichos iluminados, superfícies mineralizadas (microcimento, granilhas) e metais com acabamento fosco (preto, níquel escovado, latão envelhecido).
Para conforto e eficiência, cresce a adoção de aquecedor a gás com controle digital de temperatura, garantindo banho confortável e economia.
8) Home office evolutivo: acústica, câmera e luz perfeitas
O escritório doméstico migra do improviso para o espaço de performance. Pilares: mesa correta, cadeira ergonômica, painéis acústicos, arranjos de luz frontal suave (boa para videoconferências) e cortinas filtrantes para controlar brilho. O décor favorece fundos neutros e organizados, com estantes de nichos e gestão de cabos invisível.
9) Conforto acústico e térmico: projeto que abraça o usuário
Revestimentos têxteis, tapetes de trama alta, cortinas duplas, painéis de madeira ripada e forros acústicos entram na lista de prioridade.
Em varandas gourmet, coberturas com telha sanduiche ajudam a reduzir ganho térmico e ruído de chuva, mantendo o espaço confortável para encontros.
10) High-tech discreto: automação e eficiência energética
Casas inteligentes saem do “gadget show” e entram no uso real: controles por cena, sensores de presença, medição de consumo e termostatos.
Tomadas USB-C embutidas, fechaduras digitais, persianas automáticas e assistentes de voz simplificam rotinas. A tecnologia some visualmente — o design é quiet luxury: conforto, sem ostentação.
11) Arte, artesanato e peças com história
A curadoria ganha peso. Em vez de “encher paredes”, a tendência é escolher menos obras, mais significativas, combinando arte local, cerâmicas autorais, fotografia e peças de antiquário.
A leitura é afetiva: objetos que contam quem somos, longe de composições genéricas.
12) Têxteis de camadas: conforto e profundidade visual
Camadas de cobertores, mantas, almofadas e cortinas trazem calor e versatilidade. Tecidos com trama visível (bouclé, chenille, linho lavado) reforçam a profundidade visual.
Nos quartos, blackouts com voil equilibram privacidade e luz. Em salas, tapetes grandes ancoram o mobiliário e ampliam a sensação de espaço.
13) Outdoor living: varandas como segundo estar
Varandas e quintais viram extensões da sala com poltronas estofadas para área externa, deck drenante, jardins de baixa manutenção e iluminação de destaque em plantas.
Cores e materiais repetem a paleta interna para dar continuidade. Móveis móveis (mesinhas laterais, bancos) garantem versatilidade para receber.
14) Minimalismo caloroso: menos itens, mais textura
O minimalismo segue, mas menos rígido: bases claras, poucos objetos, todos com matéria rica (madeira, pedra, tapeçaria, metal escovado).
A ideia é reduzir excesso visual sem perder aconchego. Portas ripadas, puxadores embutidos e marcenaria inteligente mantêm tudo organizado.
15) Manutenção e bem-estar: beleza que dura
Projetos pensados para durar priorizam superfícies fáceis de limpar, ferragens de qualidade e tapetes laváveis.
Produtos corretos fazem diferença: para preservar pedras, madeiras e têxteis, procure orientação especializada em loja de produtos de limpeza e monte um kit de manutenção (limpadores neutros, microfibras, protetores de superfície). Rotinas simples mantêm o design bonito por mais tempo.
16) Tendências comerciais: hospitalidade e experiência
Em escritórios e comércios, o eixo é hospitalidade: recepções que acolhem, salas colaborativas com mobiliário flexível, phone booths acústicos e iluminação de bem-estar. Materiais fáceis de higienizar e sinalização intuitiva reforçam segurança e fluidez.
Como aplicar as tendências sem errar
Planeje: defina objetivos (mais luz? mais armazenamento? acústica?).
Teste: amostras físicas e mockups 3D evitam arrependimentos.
Equilibre: combine peças atemporais (marcenaria, piso) com itens trend (têxteis, luminárias) para poder atualizar sem grandes obras.
Conforto primeiro: estética só funciona se a casa é boa de usar — fluxo, ergonomia, manutenção e acústica são base do projeto.
Próximo passo
As principais tendências de design de interiores para o próximo ano apontam para espaços afetivos, funcionais, sustentáveis e inteligentes.
Cores terrosas, materiais honestos, iluminação em camadas, conforto acústico/térmico e tecnologia discreta criam casas e ambientes de trabalho bons de viver, belos, práticos e duráveis.
Seja qual for o estilo escolhido, pense no longo prazo: materiais consistentes, paletas coerentes e soluções de manutenção simples. Assim, seu ambiente acompanha sua rotina e continua atual por muitos anos.